segunda-feira, 6 de julho de 2009
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Fernanda
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008
TRANS-dado
Se estou animada com os que chegaram, chateada com os que se foram e arrependida em querer me desvincular de algumas? Nem um pouco.
Que nem dizia o grande filosofo: cada um no seu quadrado.
O que esta me incomodando em muito é a ética e responsabilidade alheia, é fácil se classificar como uma metamorfose ambulante pra se eximir de toda e qualquer responsabilidade pelos seus atos. O que ainda não compreenderam é que somos assim: de carne, osso, veias, sangue e essência. Minha essência vira água de colônia toda vez que vejo toda essa vaidade exalando fosso.
Infelizmente preciso informar que você não esta sozinho no seu quadrado.

Diretamente das páginas de Hermann Hesse a trupe d'O Teatro Mágico.
Relaxem pessoas, enquanto estiver aqui estarei apontando meu dedo indicador e falando o quão pedante, calculistas e egocêntricos são, não que esses adjetivos seja ruim, é um jeito de vender, até mesmo a arte tem que ser vendida, ninguém mais se contenta apenas ao amor. Usam a desculpa esdrúxula de querer fazer arte acessível e esquecem que quanto maiores forem menos teremos acesso, e nesse caminho Nazarians continuaram me bloqueando, e sabe por quê? Porque toda ação gera uma reação, e minhas ações geralmente incomodam, mas só até o momento que compro um novo livro ou um novo ingresso.
Escritor de talento, Santiago Nazarian.
E declamam: Vamos construir um novo país, sem a vulgarização expostas onde mulheres usam nome de frutas! Mas faça o que digo por que é o certo, só não me responsabilize se algo esta dando errado. E em coro berramos: Beeeeeee!
Não se preocupem galera, estou bolando um plano invencível de algo que levem alguns ao fanatismo, para também roubar algumas almas, as levarei para o meu mundo de ideologias, anunciarei na estação da Sé e espalhei panfletos no viaduto do Chá, meus fãs criaram comunidades no orkut e colaram pôsteres meu na parede, e eu? Como sou muito profissional estarei partilhando me. Não me questione, pois esse é o meu jeito de fazer arte.
Ta bom, estou imaginando a sua cara? E sei que você não entendeu, não estou falando de ti que acredita de verdade que a solução para todos os problemas é a arte que produz, estou tentando atingir aqueles que deixam de criar sua própria arte. Eu como gosto do conforto da vida burguesa que levo fico encima do muro, absorvo para criar, tanto que criei este post as suas custas, se alguém o absorver juro que inflara meu ego e me sentirei assim: humana. Sabe como é né? A vida é contraditória e a ética é hoje um paradigma.
Agora se decidir pular pro meu quadrado saiba que ainda tem espaço.
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Fernanda
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segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Mártir Ferida.
Seriamos todos.
Descobri que os grandes não são tão grandes e que quem os venera são menores do que se imaginava. Tento me conter diante de tanta euforia e efusismos, contento-me em saber o quão pretensiosa sou esperando a minha vez, recebo a quantidade de esmola que me foi ofertada e sigo minha rotina. Logo a mesma cena se repete.
O pior, não há mais quimeras.
Ouvi dizer algum tempo que só seremos iguais após a morte, esse tipo de conformismo patológico me incomoda, tenho ídolos mortos apenas pra não ter que me curvar perante eles, cada um sabe aquilo que lhe basta, basta apenas saber a quantidade daquilo que procura, só não se esqueça que o pote de ouro não esta no final do arco-íris, profecias concretizadas de um louco sem alma me mostraram que ele se encontra abaixo do quinto plano terrestre.
A liberdade vem nos dias nublados.
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sábado, 16 de agosto de 2008
Ter essência, muito mais.
Mas estou tranquila, já gastei essas calorias.
Estava lendo declarações de fidelidade, companheirismo, amor e amizade eterna, devo acreditar? Fatos póstumo dizem que não. Difícil não se deixar levar por palavras, ainda mais eu que as cuido tanto para não traduzir duplicidade.
Então porque não contê-las?
Os fatos não condizem com os atos, atos negativos que sempre são endereçados a minha caixa postal, é cômodo ao remetente, pois sou acostumada a ignorar os resultados, vivo apenas com que reciclo, em contra partida eles vivem com o lixo orgânico, guardam embaixo do travesseiro e não se incomodam com o odor.
Sinto me usada pela necessidade de deixar que expressem seu carinho por mim sem nem ao menos saber quem sou, o que fui não mais importa, as tradições servem para serem modernizadas, alguém por acaso vive as tradições da idade média?
Se sentem donos das minhas asas sem nem ao menos terem estado presente quando estava aprendendo a voar, estranho que quando voei mais alto todos se orgulharam. Orgulharam-se do que? Foi apenas um momento meu. Fabrique seus momentos, compre-os. Os meus pedaços estão costurados em uma colcha de retalhos dentro de meu armário, talvez você possa estar em algum dos pedaços cheirando a mofo, contente-se.
Sentes tanto prazer em me contrariar que até rouba minha estratégia de vida, estão tentando ser eu, sou eu que tenho que os negar, sou eu a vampira oportunista, sou eu quem sugo os que me convem e depois os nego.
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Fernanda
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Sonhando...
Dando uma olhada nos outros blogs, depois de meses fui conferir o que Santiago Nazarian estava aprontando, o achei um mocinho muito melancólico não combina com ele mas enfim peguei essa foto lá do seu blog, achei " interessante ".
Queria um dia receber de esmola um pouco de cultura;
Achar no lixo um best seller;
Me sentar por acaso ao lado de um escritor no ônibus e ele puxar um assunto;
Preciso ser convidada para fazer coisas interessantes, coisas que me acrescentem algo;
Pode me convidar para uma visitinha no Múseu de Artes Modernas ( MAM ) ou até mesmo uma passadinha no Centro Cultural Banco do Brasil eu juro que não iria recusar, estou aceitando propostas para ir no show do Leoni não que eu goste dele mas é melhor do que o show do Chiclete com Banana e do que ver bundas rebolantes num palco.
Hein Alguém?
Está certo vou esperar aqui quietinha sentada.
Múseu de Artes Modernas ( Niteroi, RJ )
Centro Cultural Banco do Brasil ao fundo Igreja da Candelária ( Centro do Rio de Janeiro )
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Dani
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08:44
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domingo, 3 de agosto de 2008
Estou vivendo
Tudo muda, o futuro é imprevisível e hoje eu gosto disso.
Quero pensar que tudo pode melhorar, não quero mais me limitar e conviver com pessoas que me limitem, me libertei !
Não quero ter que fazer todo dia as mesmas coisas, segui um roteiro, cansei dessa rotina obrigatória, passei muito tempo da minha vida lamentando por mim e pelas pessoas essa fase passou .
Lamentamos as vezes por fulaninho ter mudado e ciclaninho não ser mais o mesmo, eles que estão certos, faça o mesmo, não que eu agora ache que as pessoas são descartáveis como muitas acham, mas o problema pode esta em você talvez fulaninho e ciclaninho tenham crescido e você ficou parado no mesmo lugar.
Estou vivendo, aprendendo e sendo a cada dia mais feliz
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Dani
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20:23
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sábado, 2 de agosto de 2008
Aproveite, serei sua platéia!
*
*
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Fernanda
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14:53
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
"Torna-te quem tu és"
Pausa reflexiva...
Porque a infelicidade torna o ser humano tão crítico capaz de não conseguir nem ao menos compreender a magia daquilo que nos faz tão bem?
Não sou marionete do seu espetáculo falido, não mais.
Falta tantas pessoas interessante em minha vida que o meu estado de platonismo patológico esta mais aflorado do que nunca, então não me venha falar sobre a existência humana, não recite poesias e muito menos cante uma canção trovadoresca. Só peço que aproveite o momento e me diga, você é o progresso ou o regresso? Minha mente não esta mais sã, meus movimentos restritos. Realmente, não há sol nem solução, muito menos tempero no meu dia, então capitão, captura a ingenuidade dessa pobre menina. Só não demore porque sou muito jovem pra me afogar em um mar de descontentamento.
Quanto lirismo... lembrei até de Iracema, morte bem sucedida e reconhecida, invejo-a.

Meu eu querendo ser menos eu!
A Natasha e as ocorrências policiais ficam para uma próxima vez.
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Fernanda
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quarta-feira, 25 de junho de 2008
Ei! vamos lutar também.
Esse é mais um daqueles post de blog que fala sobre o nada e nunca muda a vida de ninguém, mas que mesmo assim seus criadores consideram como um trunfo.
Passei as últimas 3 semana vivendo, vivendo de forma que não gostaria, com neuroses, conflitos internos e muita, digo MUITA pressão só pra continuar...vivendo. Tenho ainda 20 anos às vezes isso me soa como um fardo, 20 anos e o que eu conquistei? Difícil responder. Estou na fase que estou plantando pra talvez colher algo no futuro, aquela que muitos não consegue passar ilesos a algum tipo de “conspiração”.
Sei, sempre é muito difícil entender o que quero dizer, já me falaram isso. Alguns até acham que sou profunda porque não entendem...rsrs. Quando descobrirem que sou uma farsa iram me mandar pra fogueira, mas assim como Joana D’arque meu coração ficará intacto.
Voltando para a realidade de jovens anarquistas, durante esse tempo que fiquei fora aconteceram movimentos na faculdade que estudo que achei que nunca aconteceria perto de mim, foi mais uma guerra política de interesses que alguns alunos compraram e acabam por descobrir notas fiscais adulteradas e congresso que nunca existiu.
Deixa esclarecer:
Estudo no Centro Universitário Fundação Santo André, constituído por campus diferente, tem a Faeng (faculdade de engenharia), a Fafil (faculdade de ciências sociais), a Faeco (faculdade de ciências econômicas e administrativas), e até um anexo da Faculdade de Medicina do ABC e o prédio de Teologia. O terreno do centro universitário é da prefeitura de Santo André, porém por se tratar de uma fundação, os alunos pagam mensalidade com valor “simbólico” para manter a entidade, ou seja, não há fins lucrativos. Pelo menos era o que imaginávamos.
A Fafil com seus alunos de ciências sociais, filosofia e história, entraram em um consenso ou desconsenso* de entrar em greve, primeiro por ter fechado alguns cursos e um possível aumento de mensalidade, e como são bem serelepes invadiram a reitoria isso ainda em 2007,como protesto ficaram mais de 1 mês em greve. Ter aula no prédio da Faeco (o que estudo) era uma questão de paciência devido os batuques e chateação alheia.
Esse ano os movimentos anti Odair- O Pentelho continuaram, mais o foco da acusação agora era outro: caixa dois e fraude de recibos fiscais, um dos dias de maio colocaram um telão entre dois prédios que passava sem parar um reportagem do SP/TV mostrando todas as notas falsificadas, por um momento até deu vontade de entrar na muvuca e pedir a saída do tal, mas ainda era sou uma garota de bom-senso.
No dia 30/05, teve uma reunião do membro diretor e em votação pediram a saída do reitor, nem preciso descrever a bagunça que foi. Estava nesse momento no laboratório de informática e sai correndo até a reitoria pra ver o que estava acontecendo. Achei aquela cena exagerada, um monte de gente comemorando algo que na minha concepção não traria nenhuma mudança, mas confesso que fiquei em choque e quase emocionada por ver um grupo alcançando seus ideais, gostei de ver a união e felicidade de pessoas desconhecidas, mesmo não concordando com suas filosofias. Acho que é esse o espírito que me fazia crer que seria uma boa jornalista. Detalhe estava sozinha na multidão, meus amigos já tinham ido embora, e mesmo assim cheia de material entrei no meio da muvuca pra ver se encontraria algum grupo de reportagem, mas não achei. Porque será que eles me fascinam tanto?
Bem, no dia seguinte foi tudo por água abaixo para os manifestantes, é claro. Soube que o membro diretor não tinha o direito legal de excluir o reitor do cargo. Porém hoje 25/06 vi na tv que quem assume o cargo a partir de agora é o vice.
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Fernanda
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21:52
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