Esse é mais um daqueles post de blog que fala sobre o nada e nunca muda a vida de ninguém, mas que mesmo assim seus criadores consideram como um trunfo.
Passei as últimas 3 semana vivendo, vivendo de forma que não gostaria, com neuroses, conflitos internos e muita, digo MUITA pressão só pra continuar...vivendo. Tenho ainda 20 anos às vezes isso me soa como um fardo, 20 anos e o que eu conquistei? Difícil responder. Estou na fase que estou plantando pra talvez colher algo no futuro, aquela que muitos não consegue passar ilesos a algum tipo de “conspiração”.
Sei, sempre é muito difícil entender o que quero dizer, já me falaram isso. Alguns até acham que sou profunda porque não entendem...rsrs. Quando descobrirem que sou uma farsa iram me mandar pra fogueira, mas assim como Joana D’arque meu coração ficará intacto.
Voltando para a realidade de jovens anarquistas, durante esse tempo que fiquei fora aconteceram movimentos na faculdade que estudo que achei que nunca aconteceria perto de mim, foi mais uma guerra política de interesses que alguns alunos compraram e acabam por descobrir notas fiscais adulteradas e congresso que nunca existiu.
Deixa esclarecer:
Estudo no Centro Universitário Fundação Santo André, constituído por campus diferente, tem a Faeng (faculdade de engenharia), a Fafil (faculdade de ciências sociais), a Faeco (faculdade de ciências econômicas e administrativas), e até um anexo da Faculdade de Medicina do ABC e o prédio de Teologia. O terreno do centro universitário é da prefeitura de Santo André, porém por se tratar de uma fundação, os alunos pagam mensalidade com valor “simbólico” para manter a entidade, ou seja, não há fins lucrativos. Pelo menos era o que imaginávamos.
A Fafil com seus alunos de ciências sociais, filosofia e história, entraram em um consenso ou desconsenso* de entrar em greve, primeiro por ter fechado alguns cursos e um possível aumento de mensalidade, e como são bem serelepes invadiram a reitoria isso ainda em 2007,como protesto ficaram mais de 1 mês em greve. Ter aula no prédio da Faeco (o que estudo) era uma questão de paciência devido os batuques e chateação alheia.
Esse ano os movimentos anti Odair- O Pentelho continuaram, mais o foco da acusação agora era outro: caixa dois e fraude de recibos fiscais, um dos dias de maio colocaram um telão entre dois prédios que passava sem parar um reportagem do SP/TV mostrando todas as notas falsificadas, por um momento até deu vontade de entrar na muvuca e pedir a saída do tal, mas ainda era sou uma garota de bom-senso.
No dia 30/05, teve uma reunião do membro diretor e em votação pediram a saída do reitor, nem preciso descrever a bagunça que foi. Estava nesse momento no laboratório de informática e sai correndo até a reitoria pra ver o que estava acontecendo. Achei aquela cena exagerada, um monte de gente comemorando algo que na minha concepção não traria nenhuma mudança, mas confesso que fiquei em choque e quase emocionada por ver um grupo alcançando seus ideais, gostei de ver a união e felicidade de pessoas desconhecidas, mesmo não concordando com suas filosofias. Acho que é esse o espírito que me fazia crer que seria uma boa jornalista. Detalhe estava sozinha na multidão, meus amigos já tinham ido embora, e mesmo assim cheia de material entrei no meio da muvuca pra ver se encontraria algum grupo de reportagem, mas não achei. Porque será que eles me fascinam tanto?
Bem, no dia seguinte foi tudo por água abaixo para os manifestantes, é claro. Soube que o membro diretor não tinha o direito legal de excluir o reitor do cargo. Porém hoje 25/06 vi na tv que quem assume o cargo a partir de agora é o vice.
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