segunda-feira, 15 de setembro de 2008

TRANS-dado

Os meus dias estão passando na velocidade de algumas piscadelas, e posso dizer que nunca foi tão divertido viver como se estivesse em uma montanha-russa sem nenhum tipo de proteção. Pessoas novas bateram em minha porta e as convidei a entrar, algumas aproveitaram a porta entreaberta e saíram por vontade própria, e outras tantas que tentei retirar do meu abrigo mas insistiram em ficar.
Se estou animada com os que chegaram, chateada com os que se foram e arrependida em querer me desvincular de algumas? Nem um pouco.

Que nem dizia o grande filosofo: cada um no seu quadrado.

O que esta me incomodando em muito é a ética e responsabilidade alheia, é fácil se classificar como uma metamorfose ambulante pra se eximir de toda e qualquer responsabilidade pelos seus atos. O que ainda não compreenderam é que somos assim: de carne, osso, veias, sangue e essência. Minha essência vira água de colônia toda vez que vejo toda essa vaidade exalando fosso.

Infelizmente preciso informar que você não esta sozinho no seu quadrado.

Diretamente das páginas de Hermann Hesse a trupe d'O Teatro Mágico.


Relaxem pessoas, enquanto estiver aqui estarei apontando meu dedo indicador e falando o quão pedante, calculistas e egocêntricos são, não que esses adjetivos seja ruim, é um jeito de vender, até mesmo a arte tem que ser vendida, ninguém mais se contenta apenas ao amor. Usam a desculpa esdrúxula de querer fazer arte acessível e esquecem que quanto maiores forem menos teremos acesso, e nesse caminho Nazarians continuaram me bloqueando, e sabe por quê? Porque toda ação gera uma reação, e minhas ações geralmente incomodam, mas só até o momento que compro um novo livro ou um novo ingresso.


Escritor de talento, Santiago Nazarian.

E declamam: Vamos construir um novo país, sem a vulgarização expostas onde mulheres usam nome de frutas! Mas faça o que digo por que é o certo, só não me responsabilize se algo esta dando errado. E em coro berramos: Beeeeeee!

Não se preocupem galera, estou bolando um plano invencível de algo que levem alguns ao fanatismo, para também roubar algumas almas, as levarei para o meu mundo de ideologias, anunciarei na estação da Sé e espalhei panfletos no viaduto do Chá, meus fãs criaram comunidades no orkut e colaram pôsteres meu na parede, e eu? Como sou muito profissional estarei partilhando me. Não me questione, pois esse é o meu jeito de fazer arte.

Ta bom, estou imaginando a sua cara? E sei que você não entendeu, não estou falando de ti que acredita de verdade que a solução para todos os problemas é a arte que produz, estou tentando atingir aqueles que deixam de criar sua própria arte. Eu como gosto do conforto da vida burguesa que levo fico encima do muro, absorvo para criar, tanto que criei este post as suas custas, se alguém o absorver juro que inflara meu ego e me sentirei assim: humana. Sabe como é né? A vida é contraditória e a ética é hoje um paradigma.

Agora se decidir pular pro meu quadrado saiba que ainda tem espaço.

1 comentários:

Dani disse...

ptqp
que post lindo! **
por isso q tenho vergonha de postar + alguma coisa aqui..rs

essa é a Fefe...

bjss