segunda-feira, 6 de julho de 2009

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Quase, por pouco, muito pouco mesmo que decreto eutanásia a esse espaço, e até convenço a todos que isso seria o melhor. Provavelmente estava tentando fugir de lembranças passadas aqui contidas, esta certo que elas não me causam nostalgia e nem mesmo asco, só queria mesmo me livrar de constrangimentos.

Dez meses atrás, em meus últimos posts a minha preocupação em relação a minha vida não tinha em nada haver com o que estava vivendo, estava tentando mostrar e convencer as pessoas que estávamos sendo manipulados por um estilo de vida, sendo que era eu mesmo que estava deixando de agir conforme queria. Por isso cobrava tanta ética alheia, já não mais me importava com novos sentimentos e satisfação, apenas pensava em ser fiel naquilo em que estava comprometida.

De lá pra cá muita coisa mudou, sou a mesma pessoa e com as mesmas opiniões e ideologias, porém com outra visão de como posso evoluir e de como devo agir em alguns momentos, especialmente com as pessoas. Neste ponto em especial, quando se trata de pessoas posso afirmar que passei por algumas experiências que se fossem analisadas em um ponto de vista panorâmico, alguns indivíduos se arrependeriam de suas condutas, não exatamente as ações, essas chegaram a curta escala, mas posso dizer que só o silêncio foi o suficiente para fazer com que eu questionasse toda uma relação já existente.

Estranho que, não senti em momento algum uma ruptura. Metaforicamente senti que apenas atravessei uma ponte, sai bruscamente de um lado que já estava cansativo, nebuloso e repetitivo para ir pra outro aconchegante, harmonioso e calmo. De um lado para o outro gastei apenas 35 minutos, dessa vez a afirmação não é uma metáfora.

Apesar de sempre ter me achado diferente e desprendida, nunca me vi dentro de um assunto tão comentando, onde todos faziam conchavos e comentavam que eu estava sendo a vilã da história, porém a partir do momento que soube que era aquilo que queria, e não mais precisava, não senti mais a necessidade de me esconder ou mesmo sentir piedade por outras pessoas, foi um momento que precisei ser egoísta, e ainda sim, mantive o respeito e a consideração por essas pessoas, mesmo achando que já nem era mais necessário.

E agora estou cá eu, me sentindo uma babaca de tanto amor.

OBS: Não escrevi tudo isso com a intenção de mandar recados ou provar nada, portando saiba apenas que precisava relatar mais essa história para juntar com tantas outras passadas.

2 comentários:

Anderson Estevan disse...

Olá, incontestáveis coincidências em uma imensa névoa cósmica chamada internet. Por qualquer motivo banal, apelidado pelos mais íntimos de tédio, acabei chegando aos seus pequenos ensaios sobre a (desculpe sugerir) a vida que não se vê ou a tragédia que não acontece, digo em um sentido metafórico, claro.

Diria em cliques e espaços, que nesta quarta-feira, enquanto imaginavam em escrever algo, mas sem sucesso, consegui encontrar semelhante pensamento em tão ilustres zeros e ums.

Jurei piamente que não faria isso ao final, mas deixo-lhe minha assinatura eletrônica, para confrontar pensamentos abertos...
anderson09@superig.com.br

Rui disse...

As marcas do passado não podem ser apagadas, talvez esquecidas...
Um dia pode esquecer o blog, mas não apague, deixe pra quem quiser ler... rs

Realmente é interessante. Pessoas que se acham diferentes - me incluo - têm a mania de julgar a sociedade, e se esquecem que fazem parte dela. E mais, se esquecem que são mais parecidas do que percebem. E entender que somos iguais, e que nós é que devemos mudar, é um grande salto.

Gostei da postagem. Parabéns!!!